Como é ser um professor da Yadaa?

Para ser um professor de tecnologia, é necessário ser formado em tecnologia? As aulas de programação, robótica e tecnologia são muito diferentes que as aulas tradicionais? Quais são as posturas e habilidades desenvolvidas nos alunos? Qual a postura necessária para ser um professor dessa área? 

A Yadaa é uma escola de programação e robótica e recentemente fizemos 5 anos e atualmente estamos operando em algumas cidades do estado de São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Bahia. 

Reunimos alguns dos professores da Yadaa para conversar um pouquinho sobre a experiência dando aula de programação e robótica. Levantamos alguns pontos importantes sobre a formação, aulas, postura de professor e demos algumas dicas para um professor que está começando agora nessa área.  

Vem conferir o que essa galerinha falou. 

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Links

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Episódio gravado durante a formação de professores da Yadaa. 

Participantes: 

Host: Jerônimo

Yadaa São Carlos e região: Aninha, Elvis, Guilherme, Márcio, Natália, Pedro, Thamine

Yadaa Barra Bonita e região: Anderson, Laís

Yadaa Bauru e região: Fernanda, João, Simone.

 

Edição:  Luan Diandeiras

 

As avaliações são realmente necessárias?

Faz parte do nosso percurso escolar, momentos de avaliação. Geralmente essas avaliações vem em formato de uma prova escrita e são momentos que causam muita inquietação, tensão e nervosismo nos alunos. E logo depois é comum ouvir pelos corredores, minutos depois da avaliação que já esqueceram o que tinham estudado.

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Em muitos momentos, as crianças ficam se sentindo sob tanta pressão que até têm o famoso “branco”, quando esquecem de tudo que estudaram. 

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Será que esse modelo de prova dá conta de avaliar o quanto o aluno realmente aprendeu daquele conteúdo durante as aulas? 

Às vezes se explicarem o que entenderam, o que aprenderam, qual raciocínio fizeram ou o que pensaram para fazer essas associações pode nos mostrar muito mais do que um resultado final.

Será que todas as outras vertentes da vida da criança não podem influenciar no seu desempenho na prova? 

O quanto um problema na família ou com os amigos nos atrapalha durante a nossa profissão? Agora imagina para os nossos alunos, que muitas vezes estão vivendo muitos desses conflitos pela primeira vez. 

Será que ainda faz sentido avaliarmos nossos alunos nesse modelo uma vez que estamos propondo uma escola que os alunos aprendem por vivências, experimentação e que se busca desenvolver outras habilidades além dos conteúdos regulares?

Será que esses modelos de avaliação são os melhores que nós professores conseguimos fazer para acompanhar o desempenho de nossos alunos? 

Acompanhar o processo desses alunos nas descobertas de novos conhecimentos pode ser uma nas nossas avaliações. Isso fica mais fácil quando trabalhamos em uma perspectiva em que os alunos são mais ativos e o professor é um intermediador do conhecimento. 

Sabemos que a avaliação é necessária em todo o contexto escolar e não estamos condenando o modelo de prova escrita como um critério de avaliação, mas ele não pode ser o único.

Podemos trabalhar com desenvolvimento da oralidade, envolvimento nos projetos, busca pela informação e sempre devemos nos lembrar que nossos alunos são diferentes, com interesses e habilidades diferentes e quanto mais conhecê-los, mais teremos recursos para avaliá-los.

E vamos combinar, é muito forte taxarmos todo o aprendizado do aluno por aquela nota que ele conquistou naquele momento específico, com um tempo curto. A fase escolar é uma fase muito delicada e o ambiente que criamos em sala de aula é essencial para a formação e desenvolvimento do aluno como pessoa e a escala de notas que atribuímos aos alunos definem o seu sucesso ou fracasso escolar e isso interfere diretamente no seu emocional e psicológico. Queremos criar um ambiente que nossos alunos se desenvolvam da melhor maneira possível ou um ambiente que será carregado de traumas?

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A gente bateu um papo sobre avaliação no nosso podcast vem dar uma olhada.

Links: 

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Participantes: 

Aninha, Elvis, Jerônimo e Thamine 

Edição: 

Luan Dianderas

Conexão em sala de aula

Nós, professores, sempre buscamos maneiras de melhorar nossas aulas. Procuramos exemplos, práticas para o dia a dia, jogos, kits experimentais e outras ferramentas metodológicas que auxiliem o aprendizado dos alunos. No post de hoje, vamos trazer uma maneira que podemos melhorar nossas aulas sem entrar necessariamente no quesito de conteúdo.

Se pararmos para pensar, não são todas as atividades e obrigações que temos prazer em cumprir, mas ficamos mais abertos a aprender coisas novas quando estamos com pessoas que gostamos. Nós sabemos que não são todos os conteúdos que são atraentes para nossos alunos o tempo todo, mas quando criamos conexão com as crianças, a aceitação dos alunos e atenção para ouvir as suas propostas muda completamente. E simples como em um passe de mágica, os alunos ficam mais abertos para querer aprender o que professor quer ensinar.  

Você professor, consegue se lembrar do seu período na escola/faculdade enquanto aluno? Se lembra dos seus professores preferidos durante essa época? O que eles tinham de especial? Esses professores favoritos estavam relacionados apenas a suas disciplinas favoritas ou tinha algum que você se sentia mais próximo e desenvolveu um carinho especial?

É natural que criemos laços com alguns alunos por proximidade ou afinidade, ainda mais por eles passarem cerca de ¼ do dia deles na escola e nesse período, nós professores somos modelos e exemplos para essas crianças/adolescentes e a maneira como nos comportamos em aula vai fazer parte da formação deles como seres humanos.

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E como criamos essa conexão? O que podemos fazer para aumentar nossa proximidade dos alunos sem deixar o nosso profissionalismo de lado? Vou te dar algumas dicas.

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Nossos alunos são muito observadores e quanto mais tempo você passa com eles, mais os conhece e eles à você. Conseguem identificar seu humor, vontade e até disposição de acordo com o seu tom de voz, feição facial e postura corporal. Nosso corpo, fala e com pessoas que conhecemos nem precisamos ser especialistas para perceber alguns desses sinais. Tenho certeza que você consegue notar isso nos seus alunos, quando estão felizes, tristes, desanimados… sem nem falar nada.

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Conheça o Universo deles

Passamos a maior parte do nosso dia na(s) escola(s) que trabalhamos e para as crianças isso não é diferente, eles também passam uma grande parte do dia deles na escola e essa convivência vai durar pelo menos um ano, te garanto que vale a pena conhecer quem são essas pessoas que você quer ensinar.

Quem são, quais são as atividades que fazem e gostam e assim por diante. Alguns alunos gostam de se expor e compartilhar mais que outros, notar isso também é uma forma de conhecê-los, saber se você vai tentar criar esses lados durante a aula ou em momentos fora da sala de aula. Pode parecer informações bobas, mas o empenho para realizar uma avaliação de matemática aumentou muito quando fiz um exercício sobre o show da Ariana Grande e o lançamento de um novo jogo do Xbox.

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Como você quer que eles se interessem pelo que te move quando você não se interessa pelo que os move?

Compartilhe um pouco do seu Universo

Não precisa falar muito sobre sua vida pessoal, mas você pode mostrar para eles coisas que te tocam, por exemplo, contar quais seus filmes e livros favoritos, músicas ou histórias de vivências da escola. Saber sobre a sua vida, mesmo que seja muito pouco faz com que os alunos se sintam importantes, como se você só compartilhasse coisas com quem você realmente gosta.

Se envolva

Independente da idade, nossos alunos são seres humanos e estão inseridos na sociedade e nós como professores temos responsabilidade para auxiliarmos nesse convívio, formação e desenvolvimento. E nós, como seres humanos também, sabemos que nem sempre as relações sociais são simples, então fique ciente que conflitos acontecerão o tempo todo, seja dentro da sala de aula com um colega ou algum problema externo que vai surgir na escola por ser um ambiente diferente e seguro. Uma vez que as conexões estão sendo criadas ou já existem, é muito provável você também seja uma pessoa segura para que eles desabafem ou procurem para ajudar resolver essas situações, o que fazer? Se envolva, pratique a escuta passiva, converse, dê a eles ferramentas que os ajude a resolver essa situação. Nem sempre é fácil, mas tenha certeza que todos saem ganhando.

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Quer saber o que os professores da Yadaa acham sobre esse assunto?
Escute o novo episódio do YadaaCast!

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Por que usar programação por blocos?

E aí, tá querendo começar a programar ou ensinar programação para os seus alunos e não sabe por onde começar? Que tal começar a programar pela programação por blocos?

A linguagem de programação por blocos é um excelente recurso para quem está interessado em ensinar e aprender programação. Se você nunca ouviu falar desse tipo ou linguagem de programação, pode até levar ela ao pé da letra, porque ela é muito semelhante à bloquinhos de lego que podem ser conectados para formar estruturas de programação.

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Essa linguagem foi criada para democratizar a programação e o acesso a ela, principalmente para crianças e adolescentes, além de desenvolver conceitos de programação, lógica e pensamento computacional.  Atualmente é possível encontrar ferramentas que utilizam a programação por blocos para criar jogos, animações, histórias, assim como programar robôs, arduíno e aplicativos de celular.

Gostaríamos de dar algumas dicas de ferramentas para que vocês possam explorar esse universo mágico e apaixonante que é a programação. 

Code.org

O site https://code.org/ é uma organização sem fins lucrativos dedicada a expandir o acesso à ciência da computação em escolas e aumentar a participação das mulheres e das minorias não representadas. Esse site além de gratuito, conta com um currículo para professores se nortearem na hora de dar aula. Lá também encontramos cursos para diversas idades e com nível de dificuldades diferentes, usando personagens já conhecidos de filmes da disney e jogos de celular (como Frozen, Star Wars, Angry Birds e MineCraft). Suas lições geralmente tem um objetivo específico para ser alcançado e ela já sugere um número máximo de blocos, assim as crianças vão percebendo que mesmo conseguindo alcançar o objetivo de diversas formas, sempre há uma maneira mais simples ou usando um código menor. 

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E caso seu inglês e dos seus alunos ou filhos não esteja não afiado, não se preocupe, essa plataforma tem tradução para diversas línguas. 

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O Scratch também é uma ferramenta gratuíta e foi desenvolvida pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology). Nela é possível criar jogos, animações, histórias em 2D através da programação. O Scratch é uma excelente plataforma para testar e aprender conceitos de programação, incentivar que as crianças dêem voz a criatividade e permitir que as crianças coloquem em prática conceitos de outras disciplinas que estão aprendendo na escola.

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Imagina que legal se o seu aluno fizer um jogo sobre a Revolução Francesa ao invés de escrever um longo trabalho sobre o que aprendeu sobre o assunto?

Para exemplificar melhor, vou colocar um jogo real, que uma criança nesse Brasilzão fez. Procurei “Revolução Francesa” no search do site do Scratch.

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Apareceu esse jogo do YuOk. Olha que legal! 

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Procure por outros temas para se inspirar. Que tal você professor montar um jogo ou animação sobre seu conteúdo escolar? Tenho certeza que seus alunos vão adorar. 

O Scratch possui uma versão offline (caso não tenham acesso a internet) e tradução para diversas línguas. 

E aí, gostaram das indicações?
Escute nosso podcast e vem saber o que a gente acha e gostam da programação em blocos. 

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Por que ensinar programação?

Aposto que muitos professores ficaram com uma pulga atrás da orelha ao ouvirem falar de ensino de programação nas escolas ou de programação para crianças. Isso pode assustar um pouco para quem não é da área e para os professores que cresceram em um ambiente escolar que nem computador existia, quem dirá aprender a programação. A proposta de hoje é acalmar um pouco esses corações preocupados e mostrar que a programação além de não ser tão difícil assim, tem vários benefícios, afinal, nós e nossos alunos já estamos totalmente dependentes da tecnologia então que tal aprendermos um pouquinho mais sobre elas e nos tornar mais críticos sobre o nosso uso?

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A programação auxilia na aprendizagem de outras disciplinas.

Aprender programação pode ajudar no desenvolvimento e aprendizagem de outras disciplinas. Podemos usar a programação para ensinar diversos conceitos de biologia, matemática, português, história, geografia… e assim por diante. 

O que parece mais interessante para você, fazer um trabalho escrito sobre a pesquisa sobre as células e o que as compõem ou trabalhar os conteúdos aprendidos nessa pesquisa através de uma animação ou um jogo?

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A programação auxilia na organização e planejamento.

Durante o processo de aprender programação, os alunos vão pensar na estrutura do programa, quais são seus objetivos, conceitos, ordem e assim por diante. Vão compreender que fazer um planejamento de onde vão partir e onde querem chegar, auxilia na organização do programa, deixando mais fácil e rápido concluir o objetivo caso tenha planejamento e organização. 

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A programação desenvolve habilidades importantes para o futuro

Os modelos de negócios e produção estão mudando. As fábricas possuem processos cada vez mais automatizados e que muitas vezes, necessitam de pouca mão de obra de pessoas, assim estamos sim sendo substituídos por máquinas e estamos sendo cada vez mais requisitados para aprimorar e fazer a manutenção dessas máquinas. 

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Então, que tipo de conhecimento devemos ensinar para os alunos? Será que as disciplinas regulares estão dando conta de capacitar esses jovens para o mercado de trabalho atual e do futuro?

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Aprender programação além de auxiliar na organização e planejamento, ajuda no desenvolvimento de raciocínio lógico, capacidade de resolução de problemas, autonomia, criatividade, trabalho em grupo e diversas outras habilidades que são extremamente importantes para as profissões atuais e do futuro. 

Ensinar programação auxilia na democratização da tecnologia e do uso da mesma. 

Estamos imersos em um mundo cheio de tecnologia e que a cada momento somos bombardeados de novidades, novos produtos, aparelhos, widgets e assim por diante que prometem facilitar e melhorar as nossas vidas. Aprender sobre essas tecnologias, como funcionam, como são produzidas é extremamente importante para termos uma opinião e uso consciente delas.

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Os professores aqui da Yadaa falaram um pouquinho sobre esse tema. 

Vem dar uma conferida =D

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Os 4 P’s da Aprendizagem Criativa

Como professor, temos uma busca eterna em melhorar o engajamento dos alunos e nos certificar que os conteúdos sejam aprendidos de uma maneira significativa. Sabemos que nem sempre essa é uma tarefa simples, mas quando o aluno aprende algo que vai levar para a vida e faz sentido dentro do seu contexto e vivências é muito gratificante. 

Hoje vamos mostrar para vocês os 4 P’s da Aprendizagem Criativa (Projetos, Paixão, Pares e Pensar Brincando) do Mitchel Resnick , que é uma forte aliada para construir o conhecimento de forma ativa e significativa, além de ajudar os alunos  com a organização, planejamento e a solução de problemas. 

Projetos

Trabalhar com projetos é ter uma ideia, colocar ela em prática aprendendo não apenas conceitos importantes mas também aprender a organizar, planejar, gerenciar recursos, tempo e assim por diante. 

Quando estão envolvidos com esses projetos, os alunos trabalham o desenvolvimento de conceitos de design, comunicação, engenharia, construção, matemática, simetria e o que mais o professor achar necessário e conseguir encaixar ali. 

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O processo de criação e desenvolvimento de um projeto é como uma espiral de criatividade. A criança tem uma ideia,chega em um modelo, cria algo a partir da sua ideia, brinca e interage com o que foi criado, compartilha sua ideia com outros e assim reflete sobre esse processo e os resultados. Com essa reflexão e compartilhamento começa a imaginar e ter mais ideias, modelos e criações.

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A criança vai aprendendo durante as atividades e não antes, atrelando um significado para aquela aprendizagem na hora que está sendo desenvolvida. 

Paixão

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As pessoas de maneira geral aprendem melhor quando trabalham em projetos que tem um significado. Trabalhar com as paixões dos alunos faz com que eles se desenvolvam e aprendam mais. Quando investimos nosso tempo em desenvolver projetos que são interessantes para os alunos, sempre temos como resultados um aprendizado melhor. A lógica é simples, as pessoas que trabalham em um projeto que elas acreditam, se interessam e se importam, trabalham por mais tempo, se esforçam mais, persistem nos desafios e aprendem muito mais durante esse processo. 

A melhor maneira de chegar nessas paixões é ouvindo os alunos, conhecendo o que eles gostam, se importam e o que precisam. 

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Pares

Trabalhar em pares (grupo) é essencial para o desenvolvimento da criança e para o aprendizado. É muito importante desenvolver nos nossos alunos habilidades de comunicação, aprender a se expressar, ouvir as ideias dos colegas, juntar essas ideias e até apresentar para o resto do grupo. Se tivermos um ambiente que permita que as crianças compartilhem suas ideias, então eles irão colaborar com os projetos dos colegas, construir e aprimorar ainda mais seus próprios projetos. Ambientes que permitem trabalhos em pares, são tão potentes que fazem os alunos chegarem mais longe.

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Porém trabalho em grupo nem sempre é fácil e prazeroso, mas eles aprendem muito nesse processo. O papel do professor além de incentivar a troca, é também dar o exemplo, compartilhando os projetos com outros professores, agregando e trabalhando com as outras disciplinas e apoiar o trabalho desenvolvido pelos colegas. Dar consciência para os alunos que trabalhar sozinho pode ser mais rápido mas trabalhar em grupo de verdade, trocando experiências, conhecimentos, separando as tarefas e compartilhando o que está sendo produzido, sempre deixa o trabalho melhor e os integrantes do grupo podem aprender mais. 

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Pensar brincando (Aprendizagem lúdica)

Existe coisa mais gostosa para uma criança que brincar? Agora imagina se ela puder aprender diversas coisas brincando? A atividade de brincar envolve a experimentação e esse é um processo que envolve aprendizado. A experimentação é o tentar coisas novas, tomar riscos, mexer com materiais, testar os limites e interagir diversas vezes com o que estão brincando.

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“Quando você explora algo ludicamente, não segue instruções passo a passo para chegar a um resultado definido”, escreveram Karen Wilkinson e Mike Petrich, em seu livro “The Art of Tinkering”.

Uma das técnicas  que usamos para elaborar os projetos para desenvolver com os alunos é a casa de chão baixo, teto alto e paredes largas. Entendemos que é importante criar atividades com o chão baixo, que seja fácil para as crianças começarem e com o teto alto para que eles possam trabalhar mais e de maneira mais complexa para melhorar esse projetos com o passar do tempo. 

As paredes largas são atividades que permitem que as crianças criem diversas possibilidades ao longo do processo. 

Independente da área que você atue é muito possível trabalhar com a aprendizagem criativa nas suas aulas. 

Quer vir saber o que os professores da Yadaa acham sobre os 4 P’s da Aprendizagem?
Dá uma conferida no nosso podcast! 

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O que é STEM e STEAM Education?

O que é STEM e STEAM Education? 

Nos Estados Unidos no final da década de 90, início dos anos 2000, as autoridades perceberam o movimento da  revolução tecnológica e também uma grande diminuição de envolvimento e interesse dos adolescentes por áreas científicas e tecnológicas e uma defasagem na mão de obra do mercado e da nova indústria, surgindo assim o movimento STEM. Tais autoridades perceberam que os currículos das escolas eram engessados e não estava acompanhando essas mudanças. Podendo possivelmente acarretar em problemas econômicos e sociais. Por isso propuseram que algumas disciplinas fossem integradas ao currículo, sendo elas as disciplinas que formam a  sigla STEM Science, Technology, Engineering and Mathematics (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) O movimento STEM se tornou a base para diversas reformas no currículo escolar americano que tinha como objetivo conectar todas essas disciplinas em uma só, para trabalhar com problemas da realidade, por exemplo, os alunos têm um desafio ou um problema para resolver, onde podem trabalhar com conceitos de engenharia e tecnologia e aplicar a ciência e a matemática. 

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Ainda que o STEM tenha sido uma inovação muito positiva no currículo, com o tempo notou-se que não era produtivo trabalhar apenas as áreas das ciências exatas.  Em 2006, integraram a letra A de artes para completar o conjunto, assim foi criada a abordagem STEAM. Os projetos desenvolvidos com a abordagem STEAM podem trabalhar a arte dentro de diversas vertentes como as humanidades, literatura, música, dança, cinema, teatro, linguagens, cultura, arquitetura, design, animação, fotografia, enfim… uma infinidade de possibilidades. 

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O mais interessante da abordagem STEAM, é que ela pode ser utilizada em diversos contextos. A que a gente aqui da Yadaa acha mais legal é trabalhar com projetos pois é possível desenvolver um conhecimento que seja significativo e habilidades como trabalho em grupo, reflexão e resolução de problemas, pensamento crítico, pensamento científico, criatividade, imaginação, inovação, capacidade de estudar e se adequar a diferentes situações que são essenciais para todo cidadão e um bom profissional de qualquer área.  

Para o aluno, o processo de aprendizagem dentro do STEAM é a iniciativa da descoberta, o porquê as coisas são como são e para isso temos etapas básicas como Investigar, Descobrir, Conectar, Criar e Refletir. Essa experimentação e vivência do pensamento científico pode acontecer por meio de brincadeiras ou até mesmo em projetos avançados interdisciplinares, fazendo com que a criança interaja, viva, analise, atue e transforme o seu entorno de forma colaborativa e responsável. E tudo isso é essencial para formarmos um indivíduo. 

Uma vez que estamos em um mundo que a informação está cada vez mais democrática e de fácil acesso, o professor precisa ensinar os alunos a compreender a informação e enxergar que aquela informação possui muitos outros desdobramentos além daquele apresentado. O papel do professor nessa abordagem é mais como um mentor que auxilia a organização, planejamento e estrutura dessas pesquisas e desenvolvimento do projeto.

E aí, você quer saber o que os professores da Yadaa, a primeira escola de STEAM Education do Brasil, acham dessa abordagem? 

Vem ouvir o nosso primeiro PODCAST. 

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E comenta com a gente o que você achou =D