Coding for Kids – Jogos de celular para aprender a programar

Você sabia que existem alguns jogos de celular que auxiliam no aprendizado da lógica e de conceitos de programação?

Vem com a gente para conhecer alguns deles 😉

LightBot

Disponível para iOS, Android e Amazon

Desenvolvido pelo LightBot Inc, o LightBot é um joguinho do tipo puzzle inteiro baseado em programação. Usando bloquinhos com indicações de setas, vire, pule e acenda a lâmpada, você deve guiar o robozinho por um percurso e fazer acender as lâmpadas nos locais indicados, é possível aprender um pouco da lógica da programação de uma maneira simples e divertida.

A versão gratuita tem 3 fases que permite que você explore os bloquinhos, compreendendo sequências, combinar procedimentos e os laços de repetição para facilitar a programação.

Encontramos sua versão completa disponível em iOs, Android e Amazon.  Consulte a loja do seu dispositivo para saber o preço.

SpriteBox

Disponível para iOS e Android

Também criado pelo LightBot inc., o SpriteBox também é um jogo de quebra-cabeças onde ajudamos nosso personagem a percorrer um caminho que está incompleto e para completá-lo temos a ajuda , precisaremos dar alguns comandos para ele em forma de texto que são códigos em linguagem de programação de verdade!

A versão gratuita tem 4 fases e nessas fases conseguimos compreender a lógica da programação, sequências, laços de repetição e laços aninhados, procedimentos e sintaxe java.

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Consulte a loja do seu dispositivo para saber o preço das versões completas.

Conding Game for Kids

Disponível para iOS e Android.

Coding Games for Kids possui diversas fases para ensinar sequências simples, laços de repetição, funções, identificar e consertar bugs entre outros conceitos importantes na programação.  

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Jogos que trabalham sequência:

Jogos que trabalham laços de repetição

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Jogos que trabalham funções:

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No Coding Games for Kids, é possível jogar as fases desbloqueadas na versão gratuita. O jogo funciona mediante a assinatura mensal, semestral ou anual.

Fix the Factory – Lego Mindstorms

Disponível para iOS, Android e Amazon

Nesse jogo, precisamos ajudar o robô a consertar uma fábrica, programando o caminho que ele vai percorrer, coletando as peças e colocando nos lugares corretos.

Nas 24 fases do jogo é possível desenvolver o raciocínio lógico e compreender sequências.  O jogo é inteiro gratuito e bastante interessante uma vez que pontua de acordo com o tempo, número de erros no código e quantidade de comandos utilizados para solucionar o puzzle. 

Algorithm city: Coding Game for kids

Disponível para Android

Esse jogo tem o objetivo de ensinar o básico de programação e algoritmos para crianças. A criança vai aprender a dar comandos em sequências, funções, conceitos de repetição ao tentar guiar o pinguim no seu caminho para coletar moedinhas, com essas moedinhas, você desbloqueia novas fases e pode comprar outros animais para jogar.

As fases são separadas por níveis de treinamento, fáceis, normal e difícil.

Esse jogo é completamente gratuito em todas as suas fases e níveis.

Gostaram?

Conseguimos encontrar outros jogos que possuem alguns dias de teste e depois funciona como assinatura. Caso tenham interesse, procure por Tinker; Kodable; CodeSpark e Hopscotch na loja de seu celular.

Conexão em sala de aula

Nós, professores, sempre buscamos maneiras de melhorar nossas aulas. Procuramos exemplos, práticas para o dia a dia, jogos, kits experimentais e outras ferramentas metodológicas que auxiliem o aprendizado dos alunos. No post de hoje, vamos trazer uma maneira que podemos melhorar nossas aulas sem entrar necessariamente no quesito de conteúdo.

Se pararmos para pensar, não são todas as atividades e obrigações que temos prazer em cumprir, mas ficamos mais abertos a aprender coisas novas quando estamos com pessoas que gostamos. Nós sabemos que não são todos os conteúdos que são atraentes para nossos alunos o tempo todo, mas quando criamos conexão com as crianças, a aceitação dos alunos e atenção para ouvir as suas propostas muda completamente. E simples como em um passe de mágica, os alunos ficam mais abertos para querer aprender o que professor quer ensinar.  

Você professor, consegue se lembrar do seu período na escola/faculdade enquanto aluno? Se lembra dos seus professores preferidos durante essa época? O que eles tinham de especial? Esses professores favoritos estavam relacionados apenas a suas disciplinas favoritas ou tinha algum que você se sentia mais próximo e desenvolveu um carinho especial?

É natural que criemos laços com alguns alunos por proximidade ou afinidade, ainda mais por eles passarem cerca de ¼ do dia deles na escola e nesse período, nós professores somos modelos e exemplos para essas crianças/adolescentes e a maneira como nos comportamos em aula vai fazer parte da formação deles como seres humanos.

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E como criamos essa conexão? O que podemos fazer para aumentar nossa proximidade dos alunos sem deixar o nosso profissionalismo de lado? Vou te dar algumas dicas.

Observe

Nossos alunos são muito observadores e quanto mais tempo você passa com eles, mais os conhece e eles à você. Conseguem identificar seu humor, vontade e até disposição de acordo com o seu tom de voz, feição facial e postura corporal. Nosso corpo, fala e com pessoas que conhecemos nem precisamos ser especialistas para perceber alguns desses sinais. Tenho certeza que você consegue notar isso nos seus alunos, quando estão felizes, tristes, desanimados… sem nem falar nada.

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Conheça o Universo deles

Passamos a maior parte do nosso dia na(s) escola(s) que trabalhamos e para as crianças isso não é diferente, eles também passam uma grande parte do dia deles na escola e essa convivência vai durar pelo menos um ano, te garanto que vale a pena conhecer quem são essas pessoas que você quer ensinar.

Quem são, quais são as atividades que fazem e gostam e assim por diante. Alguns alunos gostam de se expor e compartilhar mais que outros, notar isso também é uma forma de conhecê-los, saber se você vai tentar criar esses lados durante a aula ou em momentos fora da sala de aula. Pode parecer informações bobas, mas o empenho para realizar uma avaliação de matemática aumentou muito quando fiz um exercício sobre o show da Ariana Grande e o lançamento de um novo jogo do Xbox.

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Como você quer que eles se interessem pelo que te move quando você não se interessa pelo que os move?

Compartilhe um pouco do seu Universo

Não precisa falar muito sobre sua vida pessoal, mas você pode mostrar para eles coisas que te tocam, por exemplo, contar quais seus filmes e livros favoritos, músicas ou histórias de vivências da escola. Saber sobre a sua vida, mesmo que seja muito pouco faz com que os alunos se sintam importantes, como se você só compartilhasse coisas com quem você realmente gosta.

Se envolva

Independente da idade, nossos alunos são seres humanos e estão inseridos na sociedade e nós como professores temos responsabilidade para auxiliarmos nesse convívio, formação e desenvolvimento. E nós, como seres humanos também, sabemos que nem sempre as relações sociais são simples, então fique ciente que conflitos acontecerão o tempo todo, seja dentro da sala de aula com um colega ou algum problema externo que vai surgir na escola por ser um ambiente diferente e seguro. Uma vez que as conexões estão sendo criadas ou já existem, é muito provável você também seja uma pessoa segura para que eles desabafem ou procurem para ajudar resolver essas situações, o que fazer? Se envolva, pratique a escuta passiva, converse, dê a eles ferramentas que os ajude a resolver essa situação. Nem sempre é fácil, mas tenha certeza que todos saem ganhando.

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O medo de errar

Quando crianças, boa parte do nosso desenvolvimento é feito a partir de tentativas e erros. Não conseguimos nos lembrar de quando começamos a andar, mas quem já teve crianças na família ou filhos, sabe que os bebês levam muitos tombos antes de conseguir darem os primeiros passos. Quantas palavras saíram erradas antes de aprendermos a falar?

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Entretanto, quando vamos à escola, temos um grande problema com os erros. Os processos de aprendizagem através da tentativa e erro não nos parecem ser os melhores, uma vez que o sistema avaliativo não nos permite errar, inclusive, perdemos nota com nossos erros, recebemos notas pelos nossos acertos e o nosso sucesso escolar é atribuído de acordo com essas notas.

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O quanto será que estamos ajudando nossos alunos ao trabalhar dessa maneira? Será que estamos tentando ensinar as crianças sobre determinado conteúdo ou estamos treinando os alunos para resolver exercícios repetitivamente? Será que é bom pressionar nossas crianças para apenas acertarem? Se estivermos ensinando, será que esse aprendizado é significativo ou os alunos vão usar o que precisam na hora que precisam e esquecer do conteúdo poucas horas depois? Será que essas práticas não reforçam a cultura de decorar?

E além de tudo isso, temos de pensar no nosso medo, enquanto professores em deixar nossos alunos errarem. Vão julgar nosso trabalho? Vamos ter tempo de reverter esses erros em acertos? Esse medo pode nos levar à dar as respostas de imediato ou induzir o aluno a chegar na resposta correta?

Se essas questões também te incomodam, precisamos conversar.

Primeiramente, gostaria de dizer que você não está sozinho e que com a prática tudo isso vai melhorar. Se você já é um professor experiente, com certeza já percebeu que para cada turma e/ou para cada aluno, uma abordagem metodológica funciona melhor. Tem alunos que ao notarem que algo está errado, se sentem super estimulados a tentar consertar e não desistem enquanto não conseguirem entender, enquanto outros ao errar duas ou três vezes perdem o estímulo e já começam a se achar fracassados. Essa percepção chega com o tempo em sala de aula e a abordagem que você vai usar para ajudar esses alunos, vai depender de você e do quanto você se sente confortável também em trabalhar com essas ideias.

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Já que errar é natural de qualquer processo de aprendizagem, temos que dar um significado para ele. Desatrelar a ideia de que errar é um sinônimo de fracassar. Quando vemos uma teoria pronta, não conseguimos ter dimensão de quantas tentativas foram realizadas para chegar naquele “produto final”, quantas vezes Newton errou até chegar na Teoria da Gravidade, e isso é um problema enorme. Alguns livros didáticos e meios de divulgação científica normalmente contam uma historinha para mostrar como esses grandes nomes descobriram algo ou criaram uma invenção, mas não nos contam quantos anos se passaram, o trabalho duro e todos os erros que tiveram ao longo dessa jornada.

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As grandes conquistas da humanidade, da ciência e da tecnologia não vieram de uma hora para a outra, a partir apenas de uma grande ideia. Esquecem até de contar que para essas grandes conquistas várias pessoas trabalharam juntas no mesmo problema e muitas vezes, apenas uma pessoa se destacou e a ela foi atribuído o sucesso. Vale ressaltar também o quanto trabalhar em grupo é importante.

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Para aprender com o erro, é necessário buscar soluções e descobrir como resolver esse problema. O erro geralmente indica onde está a sua dificuldade e te mostra onde você precisa focar mais nos estudos ou melhorar. tenor

Como professores, muitas vezes o pouco tempo de aula ou as pilhas de atividades para correção não nos ajudam a dar mais atenção para eles, mas é muito importante você indicar para o aluno onde ele está errando e explicar o porquê tal resolução ou tal resposta não é satisfatória e poderia melhorar, inclusive se identificarmos que os erros persistem por algum conteúdo anterior que não foi aprendido ou que não ficou tão bem consolidado. Você pode julgar o quanto esse conteúdo é essencial e determinar quanto tempo poderão trabalhar nele ou até procurar outras maneiras de ensinar e retomar conteúdos antigos. Folhas de revisão e exercícios extras, indicar vídeos e canais do youtube que os alunos possam ver aulas, sites seguros que ensinam conteúdos e assim por diante. Todas essas ferramentas são válidas e ajudam os alunos a preencher essas lacunas. Como professores, precisamos ficar atentos para que os erros não desestimulem os alunos a aprender e causem traumas à disciplina.

Convenhamos, todos temos insegurança com erros inclusive nós, professores. Quando  estamos em aula e erramos no conteúdo, temos que lembrar que somos humanos, estamos sujeitos a errar e nossos erros podem trazer algo muito positivo para o aluno. A criança que identificou o erro do professor aumenta sua auto estima e ganha muita confiança. Claro que não é bom errar propositalmente em sala de aula mas quando acontece, os erros nos ensinam que precisamos continuar estudando, nos atualizando, até mesmo descansar  e ensina às crianças que está permitido errar também.

Se queremos desenvolver autonomia, curiosidade, motivação, pensamento crítico e outras habilidades nos alunos, precisamos ajudá-los também no autoconhecimento e autoconfiança e o caminho é trabalhar esse trauma em cometer erros.

O fantasma da mudança

E se você tivesse parado de andar de bicicleta no primeiro tombo?

Nos primórdios do desenvolvimento da energia elétrica, meados do século XIX e XX, embates entre cientistas eram constantes, em especial Thomas Edison e Nikola Tesla, um defendia a corrente contínua e outro a alternada. O primeiro estava junto com a população ao defender o uso da corrente contínua por “segurança” evitando os possíveis riscos da alternada.

Para defender sua opinião e aumentar ainda mais a preocupação da população referente a corrente alternada, foram cometidas várias atrocidades, como por exemplo, choques em animais de grande porte como o cavalo, para comparar o efeito do choque em humanos, baseado nesses experimentos foi proposta a primeira execução pela cadeira elétrica.

Enquanto isso, Tesla se aliou a outros empresários e inventores da época, aqui pulando um pouco da história, e juntos desenvolveram o projeto e construíram a primeira Usina Hidrelétrica da história, localizada em Niagara, “Niagara Falls” que utiliza o mesmo conceito de geração de energia das usinas mais modernas da atualidade.

Hidrelétrica Niágara Falls, 1901
Niágara Falls, 2017

Bom, a ideia aqui não é julgar o curso da história, mas sim tirar aprendizagens.

A questão que fica então é: o que toda essa história pode nos fornecer de aprendizagem?

E aí.. Precisa de um tempinho pra pensar?

Claro que podem surgir várias respostas, mas gostaria de traduzir todas elas em apenas uma frase

O medo do novo

É impressionante como essas histórias conectam o desenvolvimento tecnológico e o medo do ser humano com o novo, de certa forma nos sentimos ameaçados pelo desenvolvimento de novas ferramentas.

Não sabemos ao certo a causa desse desconforto com o novo, talvez pela falta de informação ou puramente pelo sentimento de insegurança, mas uma certeza podemos ter, é importante estar aberto a mudança para continuarmos evoluindo.

Claro que não seguindo cegamente, mas tendo momentos de reflexão sobre o uso daquela ferramenta ou inovação, com isso buscarmos deixá-la trabalhar ao nosso favor.

Para finalizar, deixamos aqui uma frase de Fernando Pessoa para reflexão: “… Navegar é preciso…”

Como chegamos na escola do século XXI? Avançamos com a tecnologia ou paramos no tempo?

Por favor, feche seus olhos e imagine uma escola. Pode ser a escola em que você trabalha, a escola em que estudou ou a escola que seus filhos, sobrinhos, irmãos … estudam. Acredito que se eu pedir para que cada pessoa que fez esse exercício mental desenhe esses locais teremos estruturas bem parecidas, prédios, salas de aulas, refeitórios, talvez uma biblioteca ou sala de informática de diferença, mas os modelos de escola não mudaram muito ao longo dos anos. Para entendermos o porquê dessa estrutura, devemos voltar um pouco no tempo.

A etimologia de “escola” veio da Grécia antiga, com a palavra “Skhole” no latim “Schola”, que tem o significado de “ócio, tempo livre” mas que também significa “discussão, conferência e estudo”. A escola grega é um lugar que separa as experiências de quem tem tempo livre, tempo de lazer, tempo para estudar, aprender e experimentar o tempo da experiência.

E como chegamos da Shkole até os modelos de escola de atualmente? Vou fazer uma breve contextualização histórica para entendermos um pouco o processo.

A educação se fez presente em todos os momentos da sociedade.

Em sociedades tribais era voltada para atividades de caça, coleta de alimentos e ritos religiosos. A escola surge no Egito, Grécia e Roma em um sentido mais político. No Egito e na Grécia a maior importância era a formação para a tarefa do poder, que apenas os jovens da classe dominante tinham acesso a essa educação. Os egípcios desenvolveram uma educação cujo o intuito era de resolver problemas práticos e concretos. A Educação Grega, voltada para a formação do cidadão, tinha como pilar o falar e o fazer. O falar com o intuito político tinha como propósito da arte do convencimento, a dominação da retórica. O fazer era a preparação para a guerra, um treinamento militar e a atuação em campos de luta. Já na Roma Antiga, o desenvolvimento da educação foi baseado no sistema Grego; a família que fazia a educação, cuja ênfase era na arte da retórica e do debate. Os pobres não tinham uma educação formal, mas eram ensinados a ler e a escrever.

Na Idade Média, a educação era voltada para os ensinamentos religiosos, portanto era a igreja quem fazia a transmissão do saber e era apenas uma parcela da população que tinha acesso a essa forma de ensino.

As escolas começam a surgir na Contra Reforma, quando os jesuítas fazem uma sistematização de um modelo de educação onde buscavam desenvolver a religiosidade e a potencialidade das pessoas. Com o desenvolvimento do comércio, a necessidade da leitura, escrita e habilidades com contas foi aumentando, então a burguesia começa a estimular uma escola com ensinos práticos para a vida.

Essas escolas que começam a surgir no século XVIII tinham ofertas diferentes para classes diferentes, enquanto o rico podia estudar o ensino básico e o superior, o pobre tinha acesso apenas ao ensino primário.

A Primeira Revolução Industrial foi um grande marco do início do capitalismo no mundo. As novas técnicas de produção de mercadoria, com uma nova tecnologia, teve grande impacto na sociedade. Segundo Marx (1984) a forma de se relacionar com o trabalho e de pensar mudou com esse fato. Se antes tínhamos um artesão para produzir um relógio, com as modificações do sistema de trabalho, esse mesmo objeto passa a ser produzido em maior escala e por vários trabalhadores. O trabalhador deixa de ter o domínio do seu trabalho e vira parte de algo maior.

A Segunda Revolução Industrial que teve grande desenvolvimento técnico, científico e de trabalho, tem como maior característica a linha de montagem criada por Ford no início do século XX, introduzindo uma produção padronizada, em série e em massa.  

As fábricas necessitavam de mão de obra e para esse trabalho ser realizado, era necessário um grau de instrução dos operários para o manejo das máquinas. O trabalhador é o sujeito que desenvolve as funções mecânicas e que necessitam de pouco ou nenhum raciocínio. Nesse momento da nossa história, a característica principal é a separação do sujeito que pensa e usa o raciocínio (engenheiro) e quem executa o trabalho (o operário).

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Essa transformação no mundo acaba exigindo uma nova escola que introduza o ensino técnico e profissional, garantindo o crescimento e gerando riqueza para a burguesia capitalista.

A escola mantinha uma estrutura para atender uma grande quantidade de alunos e o papel do professor era transmitir alguns conhecimentos específicos para que as funções na fábrica com o maquinário fossem executadas. Esse modelo de escola procurava preparar a grande massa para trabalhar como operários. Para a burguesia era muito vantajoso tornar os trabalhadores disciplinados, bons cidadãos e eficientes em suas funções. Embora vista como uma instituição neutra, nessa época a escola dissemina o pensamento ideológico de quem comanda a sociedade.

Os modelos de sala de aula eram grandes com muitas carteiras em linhas e colunas com o intuito de otimizar o espaço, deixando o professor que era o detentor do conhecimento como centro das atenções, e às vezes os colocando em palcos.

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A Terceira Revolução Industrial inclui a alta tecnologia, produção em massa que tem início na indústria automobilística, se torna padrão no mundo inteiro. Essa traz grandes avanços no campo da informática, robótica, transportes, comunicações entre outros. As exigências para os operários aumentam, pois agora deve possuir habilidades variadas para trabalhar com as máquinas automatizadas, que não só fazem o serviço mais pesado, como são capazes de produzir cálculos complexos com precisão e fazer tarefas que são mais sutis. As inovações trazidas por esse período causam um grande impacto, pois o sistema de hierarquia gerencial e as linhas de produção são substituídos por equipes multiqualificadas que trabalham em conjunto.

A escola teve que se preparar para trabalhar com essas inovações, procurando adequar seus alunos para essa nova exigência e demanda que o mercado e a indústria começaram a criar. Foram criados programas de incentivo a educação científica e tecnológica, novos conteúdos e disciplinas foram inseridos na grade escolar. Tivemos grande avanço no sistema educacional que passa a ser para todos, dando oportunidade de estudar todo o Ensino Básico independente da sua classe social. A educação dessa era começa a unir à educação aprendida fora do contexto escolar, procurando transformar esse sujeito não apenas para o trabalho, mas também para a sua vida social.

Hoje, estamos vivendo em uma era onde estamos conectados em tempo real com o mundo inteiro. Sabemos o que está acontecendo nesse exato momento no Sul da Rússia em poucos cliques e segundos. Inclusive, cada vez mais nos deparamos com imagens como a foto abaixo, crianças imersas em uma tela de celular ou tablets, interagindo com grande domínio com esses dispositivos. A Era onde a tecnologia e a informação estão ao nosso redor e não podemos acreditar que os nossos alunos não têm acesso a ela ou já não estejam conectados e tenham mais habilidades que nós para manipulá-las.

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Essa Era exige do trabalhador outras habilidades pois as atividades passam a ser mais criativas, exigindo grande conhecimento, autonomia para resolver problemas encontrados no ambiente de trabalho, habilidades de trabalhar em grupo, tomar decisões, liderar, resolver conflitos, desenvolver o pensamento, reflexão e a argumentação.

Porém, será que as escolas acompanharam essa mudança?

Pense em sua sala de aula, ela é muito diferente dessas representadas nas fotos antigas?

Ao olhar a nossa estrutura, nossas cadeiras continuam enfileiradas, onde os alunos ficam de costas uns para os outros e com a atenção voltada para o professor.

Pense nas aulas que você teve na escola e nas que você dá hoje em dia. Houveram mudanças?

Será que nossas práticas avançaram e estão de acordo com essa nova demanda educacional que o mercado tecnológico exige ou continuamos trabalhando em um modelo que transforma os alunos em operários, bons trabalhadores que cumprem tarefas com pouco desenvolvimento de raciocínio?

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O mundo mudou e continua mudando, enquanto isso seguimos com um modelo de escola que, embora tenha funcionado até então, foi criado no século XIX, há mais de 150 anos atrás. A escola precisa mudar para que possamos formar os nossos alunos para esse novo mundo. Vamos lá profs, a escola precisa acompanhar essa mudança e você é a peça principal para ela. Vamos parar de formar alunos operários e começar a formar líderes.

Aproveite para fazer o download de um infográfico sobre o assunto.

Você planeja o seu dia? Você planeja a sua semana? Você planeja o seu mês?

Todos os dias tomamos diversas decisões desde o acordar até a hora de dormir. Que horas acordar? Desligo o despertador ou aperto a soneca? O que comer no café da manhã? Que roupa vestir? Qual sapato colocar?

Além dessas microdecisões que fazemos temos outras maiores que influenciam diretamente o nosso dia, como quais aulas vou dar hoje, se tenho que ir ao médico, se tenho que ir ao mercado, passar na papelaria, comprar um remédio, etc.

Todas essas atividades que temos que fazer, acabam ocupando espaço na nossa cabeça, do tipo, não posso esquecer de comprar tal coisa, não posso esquecer de ligar para fulano. E pior ainda, se a gente esquece nos dá uma sensação de incapacidade, de que não estamos dando conta de tudo.

Mas existem alguns jeitos de nos ajudar a resolver essas questões sem nos tomar muito tempo.

  1. Anotar na mão
  2. Lista de afazeres ( as famosas To Do List)
  3. Agenda
  4. Planner

Vamos começar com a mais simples de todas anotar na mão. Já tive várias amigas que quando não queriam esquecer alguma coisa faziam uma marquinha na mão, pode ser um X, ou até anotar um nome de uma pessoa.

É isso mesmo na mão, à caneta! E quais eram os motivos para anotar na mão? Elas diziam: Ah eu sempre olho pra minha mão, aqui não tem como eu esquecer. Esses são os pontos positivos mesmo.

Mas lista de pontos negativos é um pouquinho maior. A gente pode parecer meio louca com um monte de rabiscos nas mãos, não dá pra fazer uma anotação muito grande. Quando a gente for no banheiro tem que ficar tomando cuidado pra não lavar a anotação. E se a gente fizer só um X corre-se o risco de nem lembrar pra quê era aquele X. Mas já é um começo pra quem usava só a memória né?

Mas vamos falar do segundo jeito a lista de afazeres, são as famosas listas com os quadradinhos na frente para a gente ir marcando o que já foi feito ou não. Geralmente usamos uma folha para ir anotando, ou dá pra usar aplicativos também. Aí vamos lembrando das coisas que tem pra fazer e vamos escrevendo na lista: Comprar isso, ligar para fulano, passar na farmácia, fazer prova para turma X, comprar aquilo.

A lista de afazeres já é uma mão na roda para nos ajudar a lembrar do que temos que fazer, e é super fácil de fazer, só precisamos de um papel e caneta sempre a mão e ir anotando, e depois que fizemos é só ir marcando com um X ou ir riscando mesmo as tarefas feitas.

Alguns problemas que podemos ter com a lista, se a gente anota alguma tarefa que é não é pra esquecer mas não dá pra fazer ela hoje e todas as outras já foram feitas, podemos acabar carregando um papel todo riscado só com uma atividade ainda que não realizamos, ou podemos ir passando a limpo o papel todo dia, assim já vamos revendo o que precisa mesmo ser feito e o que não precisa.

Mas ele é ótimo pra nos dar aquela sensação de missão cumprida! Fiz tudo o que tinha que ser feito e não esqueci de nada. Mas fica um pouco mais difícil de gerenciar atividades programadas para mais longo prazo, tipo semana que vem, ou até mês que vem.

Então vamos falar das famosas agendas! Sim, igual aquelas que a gente usava na escola, que os professores usavam para mandar bilhetes pros nosso pais. Elas são ótimas para anotarmos as atividades que temos que fazer em cada dia, podemos ver um calendário do ano todo, podemos anotar os telefones mais importantes, os aniversários que não podemos esquecer.

Elas tem páginas para todos os dias do ano. Podemos fazer lista de afazeres para cada dia, podemos ver o nosso progresso na execução das tarefas, mas geralmente são enormes! E se a gente anota uma ideia, ela pode ficar perdida nas páginas de dias.

Então como eu faço para manter tudo organizado?

Te apresento o PLANNER!

O que é um PLANNER? E por quê esse nome em inglês? Calma, calma, já vou explicar.

O significado de planner do inglês é planejador. Parece que se encaixa com o que queremos fazer né? E ele também é usado como nome de um programa de gerenciamento de projetos. Hmmm parece que cada vez mais se encaixa no que queremos né?

O planner é parecido com a agenda mas com algumas seções específicas para podermos planejar o nosso mês, a semana e para acompanharmos o andamento de algumas metas.

A visão semanal do planner ajuda na organização de atividades que não fazem parte da rotina, pois fica mais fácil identificá-las e realizar as ações necessárias para elas.

Por exemplo todo mês você precisa ficar lembrando quando vence a conta do celular para não ficar sem ele. Todo mês você vai ficar preocupada, tentando não esquecer, etc. Mas se você anotar no seu planner no planejamento mensal, o dia para pagar a conta do celular em todos os meses você vai levar no máximo uns 5 minutinhos e não vai precisar ficar tentando não esquecer todo mês.

Outra coisa boa do planner é que você consegue mapear alguns hábitos que você estava querendo mudar, ou até começar.

Bom, é isso! Não importa qual meio você use para lembrar, o importante é não esquecer! Hehehehe

Fizemos um planner 2018. Se você quiser é só baixar, imprimir e começar a usar!

Planner 2019 já disponível!

Pai, baixa pra mim o programa do gatinho?

logo do Scratch

“Pai, baixa pra mim o programa do gatinho?” – Normalmente é assim que os filhos pedem para os pais fazerem o download do Scratch. Mas o que é esse programa do gatinho? E por quê as crianças gostam tanto dele? Calma que já vamos explicar para vocês.

O Scratch é uma linguagem de programação que utiliza blocos lógicos para permitir que as crianças criem seus próprios jogos e animações. Ele foi criado e é mantido pelo grupo Lifelong Kindergarten no Media Lab do MIT. O gatinho é o logo e mascote do programa. Apesar de ter sido projetado para crianças, ele é usado por pessoas de todas as idades, inclusive adultos.

No Scratch as crianças têm os primeiros contatos com a estrutura de uma linguagem de programação de forma lúdica e colorida. Os comandos da linguagem de programação são divididas em categorias e apresentadas em forma de blocos de encaixar, como um quebra-cabeças. E com esses blocos eles vão dando vida aos personagens e ao jogo que eles imaginaram. Nele é possível fazermos uma simulação do movimento dos planetas. É possível também desenhar personagens que estão na nossa imaginação e dar vida para eles.

Os comandos que eles utilizam dentro do Scratch são apresentados em forma de blocos de encaixar para facilitar o entendimento do fluxo de um programa. Os personagens são chamados atores e eles trocam de fantasia de acordo com os acontecimentos do jogo ou animação.

Além dos blocos de movimento que dão vida aos atores, as crianças têm contato com estruturas de programação, como os condicionais e os loops, que são essenciais para definirmos, por exemplo, quando ganhamos ou perdemos no jogo.

Por ser um mundo onde tudo é possível que as crianças gostam tanto do Scratch.

Quer saber o passo a passo para instalar o scratch, baixe o nosso ebook!