As avaliações são realmente necessárias?

Faz parte do nosso percurso escolar, momentos de avaliação. Geralmente essas avaliações vem em formato de uma prova escrita e são momentos que causam muita inquietação, tensão e nervosismo nos alunos. E logo depois é comum ouvir pelos corredores, minutos depois da avaliação que já esqueceram o que tinham estudado.

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Em muitos momentos, as crianças ficam se sentindo sob tanta pressão que até têm o famoso “branco”, quando esquecem de tudo que estudaram. 

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Será que esse modelo de prova dá conta de avaliar o quanto o aluno realmente aprendeu daquele conteúdo durante as aulas? 

Às vezes se explicarem o que entenderam, o que aprenderam, qual raciocínio fizeram ou o que pensaram para fazer essas associações pode nos mostrar muito mais do que um resultado final.

Será que todas as outras vertentes da vida da criança não podem influenciar no seu desempenho na prova? 

O quanto um problema na família ou com os amigos nos atrapalha durante a nossa profissão? Agora imagina para os nossos alunos, que muitas vezes estão vivendo muitos desses conflitos pela primeira vez. 

Será que ainda faz sentido avaliarmos nossos alunos nesse modelo uma vez que estamos propondo uma escola que os alunos aprendem por vivências, experimentação e que se busca desenvolver outras habilidades além dos conteúdos regulares?

Será que esses modelos de avaliação são os melhores que nós professores conseguimos fazer para acompanhar o desempenho de nossos alunos? 

Acompanhar o processo desses alunos nas descobertas de novos conhecimentos pode ser uma nas nossas avaliações. Isso fica mais fácil quando trabalhamos em uma perspectiva em que os alunos são mais ativos e o professor é um intermediador do conhecimento. 

Sabemos que a avaliação é necessária em todo o contexto escolar e não estamos condenando o modelo de prova escrita como um critério de avaliação, mas ele não pode ser o único.

Podemos trabalhar com desenvolvimento da oralidade, envolvimento nos projetos, busca pela informação e sempre devemos nos lembrar que nossos alunos são diferentes, com interesses e habilidades diferentes e quanto mais conhecê-los, mais teremos recursos para avaliá-los.

E vamos combinar, é muito forte taxarmos todo o aprendizado do aluno por aquela nota que ele conquistou naquele momento específico, com um tempo curto. A fase escolar é uma fase muito delicada e o ambiente que criamos em sala de aula é essencial para a formação e desenvolvimento do aluno como pessoa e a escala de notas que atribuímos aos alunos definem o seu sucesso ou fracasso escolar e isso interfere diretamente no seu emocional e psicológico. Queremos criar um ambiente que nossos alunos se desenvolvam da melhor maneira possível ou um ambiente que será carregado de traumas?

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A gente bateu um papo sobre avaliação no nosso podcast vem dar uma olhada.

Links: 

Anchor Spotify Radio Public ; Apple Podcast ; 

Participantes: 

Aninha, Elvis, Jerônimo e Thamine 

Edição: 

Luan Dianderas

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